por estevo » 03 Abr 2014, 22:30
Persoalmente estranha-me que a guia nom mencione a energia nuclear. Eu nom estou a favor dela, mais acho que os estados vam ir acelerando a implantaçom desta segundo o petróleo vaia virando máis escaso e caro. Conforme a povoaçom veja ameaçado o que resta do seu jeito de vida, a resistência a ũa nuclearizaçom irá diminuindo. Junto com ũa involuçom ao fascismo, ũa nuclearizaçom desesperada e portanto apressada e pouco prudente parece-me outro perigo a ter em conta.
Tampouco a energia geotérmica tém moita mençom. Esta em concreto é ũa na qual a gente do Zeitgest tenhem ũa grande fe, nom sei quanto justificada.
Por último, acho que por partes o livro dá a impressom de que só vai haver regressom tecnológica, e nunca máis tecnologia nova para os novos tempos. Está bem modular o "já inventarám algo", e concordo com que moitas tecnologias vam deixar de ser viáveis e com que moitas técnicas e costumes que criamos passados vam ter que voltar. Mais a ciência e a tecnologia nom vam deixar de ser aplicáveis. Vam ter é que ser outras tecnologias e outra organizaçom da ciência. Achei insólito ler na narrativa final que a engenharia virara ũa carreira inútil. Acho que iniciativas como a de Calafou, e outras a escalas diferentes, nom vam sobrar, e vam ter moito a achegar para os novos tempos.
Passei-lhe o livro a familiares e conhecidos. Nom estivem moi evangelizador, por enquanto. De saída mostrárom máis interesse do que esperava. Da maior parte da gente ainda nom recolhim reaçons. As poucas resumiriam-se em:
- "que bem, fóra máquinas, trabalho para todos" (um amigo que trabalha na construçom, e vém vendo como recortam persoal e sobreexploram a gente que resta)
- "dam ganas de deixar todo e ir para a Lage [pequeno lugar no monte]" (meio em chança)
- "algo assi vai passar, pero tampouco será tanto como o ponhem aí",
- "o ser humano adaptámonos ao que nos toca viver; tampouco hai que ponher a venda antes da ferida".
Seguirei contando assi que recolher máis reaçons.